Sonhando com os olhos abertos

Sonhando com os olhos  abertos

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

harias Calil, que confirmou o diagnóstico de hipertricose. “O caso é raro, mas felizmente ela não tem manchas na pele. Isso facilitará muito no resultado final”, explicou o médico em entrevista ao G1.
Kemilly foi avaliada pelo cirurgião na segunda-feira (2). Segundo Calil, a criança será submetida a sessões de depilação a laser, pelo menos uma vez ao mês. “Vamos começar com muita cautela para evitar os riscos de lesão na pele. Primeiro será tratada a região da face, que é a que mais incomoda, e depois passaremos para o pescoço e assim por diante. Tudo vai depender de como ela vai reagir”, explicou.
O cirurgião ressaltou que todo o procedimento será feito com anestesia, para que a menina não sinta dor. “Todos os menores de 12 anos que fazer qualquer tratamento a laser no HMI recebem a anestesia inalatória, que além de mais segura não deixa a criança traumatizada com o ambiente hospitalar”, disse.
Calil enfatizou que, logo após a consulta, foi solicitado ao Sistema de Regulação do Sistema Único de Saúde (SUS) a autorização para o tratamento. “Não acredito que haverá qualquer impedimento por parte deles. De qualquer forma, o HMI quer ajudar essa criança e faremos de tudo para tratá-la”, garantiu.
A família de Kemilly mora em Augustinópolis, no Tocantins, e buscou ajuda na capital goiana após inúmeras consultas médicas.  Segundo o pai, o eletricista Antônio de Souza, 34 anos, todos estão ansiosos pelo início das sessões a laser. “Isso é tudo o que a gente queria. Não dá para descrever a felicidade que sentimos ao receber a ajuda, pois isso vai mudar a nossa vida completamente”, disse ao G1.
De acordo com o eletricista, antes de ir ao HMI, a menina foi novamente avaliada pelos médicos do Hospital das Clínicas. “Apresentamos os 13 exames que foram solicitados e realmente o caso da Kemilly é genético.  Eles disseram que o melhor a fazer mesmo é o procedimento a laser e que não teria problemas ela iniciar agora. Além disso, o médico Calil foi muito bem recomendado e, por isso, não tivemos dúvidas em aceitar a ajuda”, ressaltou.
Não dá para descrever a felicidade que sentimos ao receber a ajuda"
Antônio de Souza, pai de Kemilly
A família pretende continuar morando em Augustinópolis e virá para a capital mensalmente para o tratamento. “Não temos condições para nos manter aqui. Ainda mais porque tenho o meu trabalho lá e não posso abandoná-lo.  Já conversei com meu chefe e ele foi muito compreensivo, dizendo que sempre que eu precisar viajar para o tratamento ele vai me liberar”, explicou o eletricista, que ressaltou que ainda precisará da ajuda do Governo do Estado do Tocantins para o custeio das passagens de ônibus.
Após  a primeira sessão a laser,  a família pretende voltar para casa. “Ainda na sexta-feira (6), se Deus quiser, iremos embora. Aí, em janeiro, voltaremos de novo para mais uma aplicação”, afirmou o pai.
Segundo Souza, apesar de todo o sacrifício, ver a filha sem pelos como qualquer criança valerá a pena. “Daqui a pouco ela estará na fase escolar e o tratamento fará toda a diferença. Mesmo sabendo que os resultados virão daqui a dois ou três anos, não vamos desistir. Não tenho palavras para agradecer a todos que nos ajudaram de alguma forma a conseguir essa ajuda”, concluiu o pai, emocionado.

Preconceito
A mãe de Kemilly, a dona de casa Patrícia Batista Pereira, 22 anos, conta que desde o nascimento já percebeu que os pelos cobriam todo o corpo da criança, mas que eles foram escurecendo ao longo do tempo. “Já fizemos de tudo o que se possa imaginar para tentar descobrir o que ela tem. Felizmente, ela  é saudável e se desenvolve como uma criança normal. O problema mesmo é o excesso de pelo em todo o corpo. Só os pés e as mãos delas não têm”, destacou.
Kemilly Vitória nasceu com o corpo coberto de pelos e pais buscam tratamento (Foto: Fernanda Borges/G1)Família de Kemilly é do Tocantins, mas está em Goiânia para tratamento (Foto: Fernanda Borges/G1)
Segundo a mãe, a aparência da menina causa espanto em muitas pessoas e a família já foi hostilizada várias vezes. Com isso, evita sair de casa. "Até o parquinho que tem nas proximidades de casa eu deixo de ir, pois as outras crianças se afastam dela e os pais também não conseguem esconder o espanto. É uma situação muito constrangedora", lamenta.
Ainda segundo a dona de casa, Kemilly ainda não entende de fato o que acontece com ela, mas já percebe que é diferente. “Quando ela vê outra criança fica olhando e se esconde no cantinho.  Uma vez ela já me perguntou porque ela tinha tanto ‘cabelo’ e eu disse que era normal. Mas ela insistiu e pediu para que eu os arrancasse. Meu coração ficou partido”, contou Patrícia.
A menina já recebe acompanhamento psicológico na cidade onde mora, mas a mãe teme que o excesso de pelos faça com que ela cresça com traumas. “Já flagrei mais de uma vez a Kemilly tentando arrancar os pelos do braço sozinha. É claro que dói e aí ela para. Por enquanto, eu converso, o pai brinca e ela acaba se distraindo. Mas até quando? Mesmo que não tenha uma cura definitiva, vamos fazer o necessário para que ela possa se sentir igual aos outros”.

Graças a Deus que essa menina tem a ajuda para retirar os pelos.. mas o que me espanta é o preconceito que os outros pais e  crianças  se afastem dessa menina, so por exceso de pelos? Pelo amor de Deus, pelo que a mãe disse, ela já percebe algo difrente ao redor  dela, que tem apenas dois anos e oito meses... E, com essa idade já está ficando traumatizada com o preconceito das pessoas... é a mesma coisa que todos nascem com excesso de pelo e uma pessoa  nasce com nada  e ai começa o preconceito... é incrível, a comparação de uma criança negra e outra branca já começam os dissabores  de discriminação  so por causa da cor da pele? Os  outros pais , deveriam se colocar nos lugares dessa menina e  ate incentivar  os seus filhos a brincarem com ela, mas não se afastam  por pura ignorância... Graças a ajuda de SUS e do medico que vai fazer cirurgia a laser para “limpar” o corpo dela de pelos, já é um bom sinal.. ainda  não esta na fase escolar, maas é preciso preparar a menina para eventuais desgostos da vida...  já começou o tratamento com a ajuda de psicologos ... e que Deus  abençoe  essa menina... e  essa famlia que nunca a  abandonou... 


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