Que
amor é esse tão intenso
que
escorre pelas paredes da casa,
senta-se
à mesa, impregna a cama?
Vive
nos retratos, nos detalhes,
nos
entalhes de madeira,
nas
folhas desbotadas
recheadas
de sonetos, de versos,
palavras
soltas, poemas,
na
mão sobre a escrivaninha...
Que
paixão tão imensa é essa
que
transborda e inunda o mar?
E
ele devolve e invade tudo.
Ontem
e hoje se fundem
no
mudo contemplar.
E
ali ficam os dois adormecidos
sob
um canto florido a descansar,
para
sempre incrustados no rochedo,
eternos
e inquietos como o próprio mar...
Poema que escrevi em 2014, ao
visitar a Casa onde viveram Pablo Neruda e Matilda Urrutia.
Marina
Chaves
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